MONITORA-CLUSTERS

Clusters espaciais de casos
Clusters espaciais de óbitos
Clusters ativos de casos
Clusters ativos de óbitos

O Grupo de Estudos Espaço Urbano e Saúde está se unindo aos geógrafos brasileiros para monitorar a ocorrência da covid-19. O MONITORA-CLUSTERS vai atualizar periodicamente os testes estatísticos de varredura espaço-temporal no Brasil com a finalidade de identificar municípios com excesso de casos em relação ao tamanho de suas populações.
A metodologia de análise envolve estatística espacial a partir das coordenadas geográficas das sedes dos municípios, da população estimada pelo IBGE para 2019 e do número de casos notificados para covid-19, disponibilizados pelas Secretarias de Saúde das Unidades Federativas, dados tratados por Álvaro Justen e colaboradores/Brasil.IO.

Os clusters espaciais podem ser entendidos como aqueles locais que merecem especial atenção em função do excesso de casos em relação aos ocorridos no País e ao tamanho de suas populações. No entanto, deve-se considerar que alguns municípios têm mais casos simplesmente porque aplicaram maior número de testes. A subnotificação representa um importante desafio. Neste tipo de situação é muito difícil ter o retrato real, mas os clusters servem de alerta aos gestores a partir dos dados disponíveis.

O mapa de clusters ativos identifica os locais e quando os agrupamentos tiveram início. Este tipo de informação pode ser usada como subsídio para tomadas de decisão como  a manutenção de distanciamento social, identificação dos locais onde devem ser aplicados testes e a necessidade de reforçar todo o sistema de saúde (construção de hospitais de campanha, disponibilização de ambulâncias nas localidades menores, recursos humanos, entre outros). Estas análises estatísticas pretendem contribuir com uma vigilância em tempo-real de ocorrência dos agrupamentos de casos e óbitos (análise em andamento). “Tempo-real” aqui deve ser entendido como o tempo de ocorrência dos clusters. Ainda não implementamos atualização automática em tempo-real.

Entendendo os mapas:

Covid-19: agrupamentos espaciais

Os mapas apresentam os resultados de análises espaciais aplicadas para identificar agrupamentos de excessos de casos e de óbitos. Os círculos indicam os agrupamentos ocorridos desde o início da epidemia (25/02) até a presente data. Em cada círculo são apresentados o número de casos observados, o número de casos esperados em função da população em risco, o risco relativo (RR) e a população total dentro do círculo, estimada para o ano de 2019 (IBGE). O RR é o risco estimado dentro do círculo (observado/esperado) dividido pelo risco estimado para toda a área fora do agrupamento. Por exemplo, se um agrupamento tem um RR de 2,5, então a população dentro deste círculo é 2,5 vezes mais propensa a ter a doença ou a morrer de COVID-19 em relação à área fora do círculo. 

Covid-19: agrupamentos ativos 

Os mapas apresentam os resultados de uma análise espaço-temporal aplicada para identificar agrupamentos de excessos de casos. Os círculos indicam os agrupamentos ocorridos durante o período de análise ou ainda ativos no final do período, que teve início em 25/02 até a presente data. Em cada círculo são apresentados: o número de casos observados, o número de casos esperados em função da população em risco, o risco relativo (RR) e a população total dentro do círculo, estimada para o ano de 2019 (IBGE).

As análises e as representações cartográficas são produtos desenvolvidos por:

Ligia Vizeu Barrozo, Docente do Departamento de Geografia e do Programa de Pós Graduação em Geografia Física/FFLCH e pesquisadora no Instituto de Estudos Avançados da USP

Giselle Mansur, Doutoranda do Programa de Pós Graduação em Geografia Física/FFLCH e pesquisadora no Instituto de Estudos Avançados da USP

Mirela Barros Serafim, Doutoranda do Programa de Pós Graduação em Geografia Física/FFLCH e pesquisadora no Instituto de Estudos Avançados da USP

Sara Lopes de Moraes, Doutoranda do Programa de Pós Graduação em Geografia Física/FFLCH e pesquisadora no Instituto de Estudos Avançados da USP